André Katsuyoshi Nishimura - OAB/PR 53.796 e Ivana Martins Tomedi Vizoni - OAB/PR 57.448

Atuamos em diversas áreas jurídicas e advocacia de apoio. Atuação em Direito Civil, Direito das Sucessões - Inventários e Partilhas, Direito de Família - Divórcio Judicial e Extrajudicial, Cobrança Judicial e Extrajudicial, Execução, Contratos, Direito do Consumidor, Direito Previdenciário, Direito do Trabalho, Responsabilidade Civil - Danos Morais e Patrimoniais.

Localização

Rua Quintino Bocaiúva, nº 812, Sala 202, Centro, CEP: 86020-150, Londrina - PR (amplo estacionamento) / Telefone: 3325-6080 - londrina.advocacia@yahoo.com.br

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Concessionárias devem responder com promoções à segunda queda seguida da Selic

A reportagem à seguir foi feita pela repórter Magaléa Mazziotti, retirada do site ParanaOnline

A consolidação do movimento de redução dos juros iniciado em setembro pelo Conselho de Política Monetária (Copom) e que, neste mês, fixou em 11,50% a Selic foi bem recebida por todos os setores da economia, porém, a assimilação dos efeitos da medida se dará de forma diferenciada. Pelas projeções da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), a resposta do mercado às taxas de juros menores é imediata. Tanto que a entidade dá como certa a intensificação das ofertas e promoções de vendas de carros para as próximas semanas. Entretanto, para a maioria das operações de crédito, a redução na Selic fica praticamente imperceptível, em função do distanciamento entre esse índice e as taxas de juros cobradas aos consumidores.

"Cheque especial e juros do comércio respondem imediatamente à Selic, porém, a distorção entre as taxas de juros praticadas pelo mercado e o indexador apresenta uma variação de mais de 800%, o que pulveriza os efeitos", explica o vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira. "Os bancos das montadoras, neste momento, serão os primeiros a comprovar essa sequência de baixas nos juros, pois a necessidade de desovar os estoques, somada à redução do custo do dinheiro no financiamento, viabilizará promoções mais agressivas", prevê.

Para o comércio, de maneira geral, os juros devem aplacar a expectativa de redução nas vendas de final de ano que, segundo a Associação Comercial do Paraná (ACP), serão 6% inferiores a 2010. "Se fecharmos nesse patamar, será fantástico, já que o ano passado foi fabuloso. Além disso, na comparação com as principais economias do mundo, estaremos muito bem se o volume de vendas quase que se equiparar a 2010", avalia o consultor econômico da ACP, Claudio Schimoyama.

Segundo ele, mesmo com a queda da Selic, o consumidor deverá dar preferência para compras à vista. "O endividamento e o receio sobre os efeitos da crise mundial no nível de emprego levam as pessoas mais esclarecidas a evitar um novo financiamento. Já quem ainda compra se importando apenas com o valor da parcela, não percebe os efeitos da Selic", avalia.

Uma das simulações da Anefac demonstra a razão desse distanciamento entre as mudanças na Selic e o consumo. Uma geladeira que custa R$ 1,5 mil, por exemplo, adquirida em 12 prestações, apresenta apenas R$ 0,39 de diferença na parcela e de R$ 4,65 ao final da compra se levar em consideração os juros cobrados pelo comércio com a Selic de setembro (12%) e de outubro (11,5%). Isso porque em setembro, o comércio aplicava 5,54% ao mês com a Selic em 12% ao ano, acarretando em um prestação de R$ 174,43. Após a reunião de quarta-feira (19), os juros praticados pelo comércio passaram para 5,50% contra 11,50 de Selic, fazendo com que a prestação da mesma geladeira ficasse em R$ 174,04.

Reflexos na indústria, só em 2012

Para a indústria, a tendência de baixa nos juros vem contribuir para o dinamismo do mercado interno, o que interfere na manutenção dos empregos e, daqui oito meses, nos planos de expansão do negócio. "O Banco Central está jogando com um cenário externo de recessão, onde cai a demanda pelos nossos produtos e, só com um mercado interno fortalecido, não afetará o nosso nível de emprego e os novos planos de investimento dos empresários", verifica o coordenador do departamento econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Maurílio Schmitt. "A expectativa é que o Copom reduza mais 0,50 em novembro e, se for mantido um patamar de 11% na Selic, o empresário ficará mais confiante para retomar os investimentos de médio e longo prazo", avalia.

Claro que além de baixar os juros, que ainda são os maiores, do mundo, o setor demanda por uma política econômica consistente e que garanta uma certa previsibilidade aos negócios. "Não é com ações pontuais que o governo vai incentivar o empresário, ainda mais em um cenário de crise mundial", comenta Schmitt.








Nenhum comentário:

Postar um comentário