por DENISE DRECHSEL E JÔNATAS DIAS LIMA - Gazeta do Povo
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Das 1.826 instituições de ensino superior avaliadas em 2010 pelo Ministério da Educação (MEC), 37% tiveram notas 1 ou 2 no Índice Geral de Cursos (IGC), desempenho considerado insatisfatório. Do total de faculdades, universidades e centros universitários mal avaliados, 31 estão no Paraná..
Divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC), o IGC é construído a partir da avaliação dos cursos de graduação e pós-graduação oferecidos por uma instituição, e varia de 1 a 5. Notas 1 e 2 são consideradas ruins, enquanto o conceito 3 é considerado satisfatório e desempenhos 4 e 5, bons.
Segundo informações da Agência Brasil, apenas 8% das instituições avaliadas podem ser consideradas de boa qualidade. São 158 os estabelecimentos de ensino públicos e privados que obtiveram conceito 4 ou 5 no IGC. Dessas, 77 são privadas e 81, públicas. A maioria (53%) das instituições obteve IGC 3.
Entre os estabelecimentos de ensino com IGC 1 e 2, 640 são privados e 43, públicos. Algumas dessas instituições deverão passar por um processo de supervisão, comandado pelo MEC, para melhorar a qualidade dos cursos. Há ainda 350 escolas que ficaram sem conceito porque foram criadas recentemente e ainda não têm número suficiente de alunos concluintes para participar do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), um dos critérios que compõem o IGC.
Das 27 instituições com Índice Geral de Cursos 5, 25 estão no Sudeste e duas no Nordeste. As outras regiões não têm nenhuma escola com conceito máximo. Os três primeiros lugares do IGC 2010 ficaram com instituições particulares: a Escola Brasileira de Economia e Finanças (Ebef) da Fundação Getulio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro (RJ); a Faculdade de Administração de Empresas (Facamp), de Campinas (SP); e a Escola de Economia de São Paulo (Eesp).
Entre as instituições públicas de ensino superior, o melhor resultado foi o da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que aparece em quarto lugar. O Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) completa a lista das cinco melhores do país, segundo o IGC 2010.
De acordo com o MEC, serão impedidas de funcionar ou sofrerão intervenção apenas as instituições de ensino com pontuação baixa durante três anos seguidos. Isso porque diversos fatores alheios à qualidade do curso podem alterar o IGC. As instituições terão suas vagas congeladas e, no caso dos centros universitários e das universidades, perderão o direito de criar cursos e aumentar a oferta sem autorização prévia do ministério.
Paraná
Das instituições do Paraná, 30 obtiveram nota 2. A Escola de Música de Belas Artes do Paraná (Embap) ficou com IGC 1. Segundo a instituição, o desempenho ruim é explicado pelo boicote feito pelos alunos ao Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) em 2009. Como em 2010 os cursos da faculdade não foram incluídos na lista de graduações avaliadas pelo exame, a Embap permaneceu com conceito baixo no ranking deste ano. A instituição espera uma pontuação melhor em 2012, já que os alunos participaram do exame em 2011.
Governo cortará 50 mil vagas
O ministro da Educação, Fernando Haddad, também anunciou ontem o corte de 50 mil vagas em cursos superiores que tiveram resultados insatisfatórios no sistema nacional de avaliação. O fechamento de vagas será nas áreas de ciências médicas, administração e ciências contábeis.
O MEC adiantou que 446 vagas de Medicina serão cortadas e que o curso mais atingido deve ser o de Enfermagem – o detalhamento das instituições que terão vagas canceladas será divulgado na próxima semana. “Junto com a expansão [da oferta de vagas] é preciso ter medidas saneadoras para corrigir cursos em instituições que estejam saindo da rota da qualidade”, disse Haddad. Esse contingenciamento será feito a partir de janeiro de 2012 e envolve graduações que apresentaram notas 1 e 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador que também varia em uma escala de 1 a 5.
O CPC leva em consideração as notas no Enade, a infraestrutura da escola, a qualificação dos professores e o projeto pedagógico.
Haddad afirmou que a melhora no ensino pela redução na oferta foi constatada na área de medicina, que já vem passando por um processo de supervisão nos últimos anos. O ministro informou que a maioria dos cursos que foram acompanhados pelo MEC por apresentar CPC insatisfatório em anos anteriores melhorou o desempenho em 2010. “Em 95% dos casos , o ajuste quantitativo e o plano de saneamento foram a medida certa”, disse.
Segundo a Agência Brasil, o fechamento de vagas incluirá cursos que tiveram resultados insatisfatórios no CPC em pelo menos dois anos do último ciclo avaliativo (2008-2010). O corte representará entre 20% e 65% da oferta de cada curso, dependem do resultado das avaliações.
Ranking
Considerando apenas as graduações que obtiveram CPC, as com nota baixa representam 20% do total. Cerca de 80% tiveram resultado entre 3 e 5 e só 58 cursos podem ser considerados de excelência, com CPC máximo (5). O curso de Terapia Ocupacional da UFPR foi o mais bem colocado do Paraná e o oitavo lugar no ranking nacional, com nota 4,98.
Fonte: OAB Londrina
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
MEC “reprova” 37% das instituições
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