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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Coleta Seletiva e Descarte de Materiais



Bom dia,

Um assunto bastante comentado atualmente é a coleta seletiva de diversos tipos de materiais, recicláveis ou não, para que estes tenham a destinação adequada.

"Os maiores beneficiados por esse sistema são o meio ambiente e a saúde da população. A reciclagem de papéis, vidros, plásticos e metais - que representam em torno de 40% do lixo doméstico - reduz a utilização dos aterros sanitários, prolongando sua vida útil. [...] Além disso, a reciclagem implica uma redução significativa dos níveis de poluição ambiental e do desperdício de recursos naturais, através da economia de energia e matérias-primas." (Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Coleta_seletiva).

Por ser matéria tão importante, a Resolução nº 275, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), estabeleceu o padrão de cores para a coleta seletiva, conforme a imagem acima. 

RESOLUÇÃO CONAMA nº 275, de 25 de abril de 2001
Estabele o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identifi cação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva.

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das atribuições que lhe conferem a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e no Decreto nº 3.179, de 21 de setembro de 1999, e
Considerando que a reciclagem de resíduos deve ser incentivada, facilitada e expandida no país, para reduzir o consumo de matérias-primas, recursos naturais não-renováveis, energia e água;
Considerando a necessidade de reduzir o crescente impacto ambiental associado à extração, geração, beneficiamento, transporte, tratamento e destinação fi nal de matériasprimas, provocando o aumento de lixões e aterros sanitários;
Considerando que as campanhas de educação ambiental, providas de um sistema de identificação de fácil visualização, de validade nacional e inspirado em formas de codificação já adotadas internacionalmente, sejam essenciais para efetivarem a coleta seletiva de resíduos, viabilizando a reciclagem de materiais, resolve:
Art.1º Estabelecer o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva.
Art. 2º Os programas de coleta seletiva, criados e mantidos no âmbito de órgãos da administração pública federal, estadual e municipal, direta e indireta, e entidades paraestatais, devem seguir o padrão de cores estabelecido em anexo.

§1º Fica recomendada a adoção de referido código de cores para programas de coleta seletiva estabelecidos pela iniciativa privada, cooperativas, escolas, igrejas, organizações não-governamentais e demais entidades interessadas.
§2º As entidades constantes no caput deste artigo terão o prazo de até doze meses para se adaptarem aos termos desta Resolução.

Art. 3º As inscrições com os nomes dos resíduos e instruções adicionais, quanto à segregação ou quanto ao tipo de material, não serão objeto de padronização, porém recomenda-se a adoção das cores preta ou branca, de acordo com a necessidade de contraste com a cor base.
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

JOSÉ SARNEY FILHO - Presidente do Conselho
ANEXO

Padrão de cores

AZUL: papel/papelão; VERMELHO: plástico; VERDE: vidro; AMARELO: metal;
PRETO: madeira; LARANJA: resíduos perigosos; BRANCO: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde; ROXO: resíduos radioativos; MARROM: resíduos orgânicos; CINZA: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.


Além da Resolução anteriormente mencionada, o CONAMA também publicou a resolução 257, em 30 de junho de 1999, "Considerando os impactos negativos causados ao meio ambiente pelo descarte inadequado de pilhas e baterias usadas; considerando a necessidade de se disciplinar o descarte e o gerenciamento ambientalmente adequado de pilhas e baterias usadas, no que tange à coleta, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final; e considerando que tais resíduos além de continuarem sem destinação adequada e contaminando o ambiente necessitam, por suas especificidades, de procedimentos especiais ou diferenciados."
Atualmente, após tantos anos de edição desta resolução, os brasileiros de modo geral estão se conscientizando a cada dia sobre a coleta seletiva, especialmente o descarte correto de pilhas, baterias e lâmpadas e demais materiais químicos e nocivos à saúde.
Inclusive, hoje 21/09/2011, foi publicada uma reportagem no Jornal de Londrina sobre estabelecimentos comerciais que são postos de descarte para este tipo de material: 

Lojas mantêm pontos de coleta de pilhas, baterias e lâmpadas queimadas

21/09/2011 | 00:08 Aurélio Cardoso
Você sabe para onde levar uma lâmpada queimada, uma bateria de celular sem uso e pilhas já usadas? Muita gente não sabe como fazer o descarte desses produtos já que os pontos de coleta específicos são raros na cidade. A própria Associação Comercial não sabe dizer quantos pontos de recolhe são mantidos pelas lojas da cidade.
A rede de farmácias Vale Verde mantém nas lojas das avenidas Maringá e Higienópolis um recipiente onde as pessoas podem deixar as lâmpadas fluorescentes – tubulares ou compactas – para reciclagem. Chamada de “Descarte Consciente”, a campanha também recolhe medicamentos vencidos e embalagens, e lixo eletrônico. O material recolhido é enviado à ONG E-Lixo e a empresa Bap Light.
A diretora da BAP Light, Samira Baptizaco, explica que a iniciativa é pioneira. “A campanha irá ajudar a população a encontrar uma solução para esses resíduos, além de contribuir para a preservação do meio ambiente e saúde da nossa água e solo.”
De acordo com o coordenador do projeto por parte da E-Lixo, Paulo Costa, o material recolhido acaba se transformando em novos produtos. “Trabalhamos com lixo eletroeletrônico em geral. A ONG recebe 40 toneladas de material por mês. E já conseguimos montar 600 computadores, cedendo-os para instituições.”
Outra rede que mantém serviço de recolhimento de produtos é a Multicoisas. A empresa recolhe pilhas desde 2006. Nas duas lojas de Londrina, desde fevereiro do ano passado, foram recolhidos 300 quilos em pilhas. O gerente da loja do Catuaí, Celso Fabian Iwankiw, explica que é feita uma seleção das pilhas que seguem para a reciclagem, realizada pela empresa paulista Suzaquim. “Não é todo dia que vem gente, acredito que umas quatro vezes por semana aparece alguém para deixar as pilhas aqui. E também explicamos aos clientes que existem pilhas que já podem ser descartadas no lixo comum. Depois, enviamos a carga para São Paulo.”
A gerente de marketing da rede Multicoisas, Natália Martin Younes, afirma que as lojas ficam com tonéis especiais de coleta e a empresa é que paga os custos de transporte. “Muitas empresas deixam de fazer o serviço por ficar caro custear o transporte dos produtos como pilhas e baterias. Até hoje, o nosso projeto já recolheu 3,6 toneladas de produtos, nas 121 lojas de todo o Brasil.”
Nas lojas da rede de supermercados Super Muffato também existem pontos de coleta de pilhas, baterias e lâmpadas. “Quem vende lâmpada já é obrigado a receber também. Deixamos o display perto da coleta seletiva para que os clientes possam descartar os produtos. Depois de recolhido, o produto é enviado a Curitiba e levado para a reciclagem pela empresa GM Cons [ww.gmcons.com.br]”, explicou o responsável na loja da Avenida Duque de Caxias, Cláudio da Cruz.
Serviço
Onde descartar
Multicoisas, Rua Maringá, 360/ Catuaí Shopping.
Super Muffato, avenidas Duque de Caxias, Saul Elkind, Tiradentes e Madre Leônia e nas ruas Quintino Bocaiúva, Brasil e Vasco da Gama. Em Ibiporã e Cambé.
Lojas Vale Verde, avenidas Maringá 1.453 e Higienópolis 834.


Um excelente dia para todos nós. Deus nos abençoe!

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